domingo, 15 de abril de 2007

Lobo - Guará

O lobo-guará é um animal de hábitos nocturnos, solitário e pouco agressivo que era originalmente encontrado desde do norte da Argentina até o limite com a Amazónia, mas que actualmente está restrito a regiões geograficamente isoladas ou protegidas localizadas no cerrado brasileiro, como por exemplo os Parques Florestais da Faber-Castell, em Minas Gerais, e em algumas regiões da Argentina, Paraguai e Bolívia.

Assemelha-se a uma raposa por possuir pernas longas para facilitar a locomoção e a visualização das presas na grama alta do cerrado. O animal adulto pesa cerca de 25Kg, vive aproximadamente 13 anos e prefere permanecer em regiões pouco habitadas. Para garantir a sobrevivência deste animal em seus parques, a Faber-Castell preserva e recupera áreas de mata nativa degradadas ao longo dos rios em suas áreas de reserva florestal legal.

O risco de extinção do lobo-guará existe devido à expansão das áreas de agricultura e pecuária nas regiões do cerrado brasileiro habitadas pela espécie, o que causou a deterioração da fauna e flora nativas, além de provocar queimadas e disseminar a caça predatória. Apesar do nome, o lobo-guará possui mandíbulas fracas e se alimenta de pequenos animais, como roedores e pássaros, frutas silvestres e algumas plantas.

A Faber-Castell apoiou uma pesquisa realizada pelo Instituto de Bio ciências do Departamento de Ecologia Geral da USP com o objectivo de monitorar o comportamento alimentar do lobo-guará, verificando a variação de sua dieta de acordo com as estações climáticas seca e chuvosa. A pesquisa durou cerca de dois anos, de 1998 até 2000. Os resultados foram divulgados no V Congresso de Ecologia do Brasil realizado em Porto Alegre em Novembro de 2001 e no IX Congresso Ibero-americano de Biodiversidad y Zoología de Vertebrados, realizado na Argentina, em Abril de 2000, com o apoio da Faber-Castell.

Site de pesquisa: http://www.google.pt/Animais em risco de extinção

Trabalho realizado por: Joana Nogueira nº12 10ºA


O lobo

O lobo é um dos maiores animais de todos os canídeos, é um símbolo da natureza selvagem.
Portugal é um dos poucos países da Europa Ocidental onde ainda existe.

Descrição geral

O lobo é um animal carnívoro de grande porte. A sua estética é parecida com o cão pastor alemão. A região anterior do corpo é bem desenvolvida e a região lombar é forte, arredondada e ligeiramente encurvada, as patas dianteiras são ligeiramente maiores do que as posteriores, a cauda é espessa e está quase sempre caída, entre os membros posteriores quando animal se desloca, a cabeça é volumosa e alongada, e o focinho largo, as orelhas são triangulares, rígidas e relativamente curtas e por fim os olhos apresentam cor clara e têm posição oblíqua em relação ao focinho.
O lobo apresenta variação de tamanho e cor, por exemplo, na península Ibérica o peso médio dos machos ronda os 35kg, havendo, no entanto animais a pesar mais de 40Kg, já as fêmeas são um pouco mais leves, o seu peso médio é aproximadamente 30Kg.O comprimento dos machos ronda 17.8 cm e as fêmeas ronda 16.5 cm. A altura ao garrote ronda os 80 cm. O lobo apresenta uma pelagem de Inverno bastante mais densa e longa que a pelagem se verão. Na subespécie ibérica, a pelagem é de coloração acinzentada, com a zona dorsal castanha amarelada, mesclada de negro, particularmente sobre o dorso. A zona ventral é clara, de tom, em geral, branco amarelado. O branco da garganta estende-se para as faces. A cauda é acinzentada com a ponta negra e tem ainda uma pequena mancha dorsal negra. A abundância de tons avermelhados e /ou avermelhados é uma das principais diferenças entre esta e as outras subespécies. Os lobos dependem essencialmente do olfacto e da audição, mas a sua visão é relativamente boa a longevidade deste é apenas de 16/17 anos, embora o lobo com 10 anos é considerado velho.

Distribuição e abundância

Os lobos habitam geralmente aos 20º de altitude. O seu habitat é em ais ambulância no Hemisfério Norte, á excepção das florestas tropicais e dos desertos áridos, estes já foram habitados por eles, por causa da sua capacidade de adaptação. No entanto, a área de distribuição deste predador se encontrar, actualmente, bastante reduzido, e também por ser um animal perseguido pelo Homem. Mas no entanto na última década, tem evidenciado uma recuperação desta espécie em grande parte na Europa. Este acto deve-se á protecção legal e aumento progressivo das populações.
Este animal em Portugal distribui-se, actualmente, por uma área de aproximadamente 20000Km quadrados, sendo constituída por um numero de animais que varia entre cerca de 300 animais na Primavera, e 450 em meados de Outono. O número de alcateias deverá variar entre 45ª50 no núcleo populacional situado a norte do rio Douro, não devendo ultrapassar as 10 a sul do mesmo. A população portuguesa, principalmente o núcleo situado a norte do rio Douro encontra-se em continuidade com a população espanhola que varia entre 1500 e os 2000 indivíduos. O núcleo situado a sul do Douro poderá estar isolado da restante população ibérica estando, deste modo, a sua conservação bastante ameaçada a médio prazo.

Organização social

A organização é feita por uma espécie de família, constituída por dois elementos reprodutores, um ou adultos e as crias do ano. A natureza social desta espécie pode estar associada á tendência do lobo caçar animais de maior porte que ele mesmo. O tamanho da alcateia varia ao longo da área de distribuição da espécie. Em Portugal o número de animais na alcateia varia entre os 3 e os 5 indivíduos no fim do Inverno e 7 a 10 animais no Verão, com o nascimento de lobachos.

A alimentação

Em Portugal os hábitos alimentares do lobo parece resultar da existência / abundância de presas selvagens dos diferentes sistemas de pastoreio utilizados em cada região. No nosso país as principais persas selvagens do lobo são o javali, o corço e o veado e as presas domésticas mais comuns são a ovelha, cabra, cavalo e a vaca. Ocasionalmente mata e come cães e alimenta-se de cadáveres que encontra no campo ou em locais próximos das populações, onde são depositados animais domésticos mortos.

Reprodução

Os lobos atingem a maturidade sexual com cerca de 2 anos de idade. O acasalamento verifica-se em Fevereiro – Março e após cerca de 2 meses de gestação têm lugar os nascimentos (Abril – Maio). As crias, 4 a 6 ninhadas, nascem com os olhos fechados e inicialmente têm necessidade constante de cuidados maternais. Em geral, todos os indivíduos da alcateia participam na criação dos lobitos estando encarregues de levar comida para a fêmea reprodutora e par as crias. Á medida que o Verão avança, a progenitora vai passando cada vez menos tempo no local de criação. A época de reprodução chega ao fim por volta de finais de Outubro, quando os lobitos, que já apresentam quase o tamanho adulto, abandonam o local da criação e começam a acompanhar o resto da alcateia nas suas deslocações, iniciando-se no processo de aprendizagem da caça.

Ana Gonçalves

sábado, 14 de abril de 2007

O lobo ibérico

O lobo, é um canídeo selvagem. É um animal social, muito hierarquizado e cooperativo e certamente, o mais inteligente de qualquer outro carnívoro selvagem.

Dizem os seus estudiosos que eles adoptam as crias órfãs e alimentam comunitariamente as lobas que dão leite e as crias e dividem sem violência as presas que capturam. Nas alcateias, um lobo é para o lobo dominante como um cão é para o seu dono. Para com as crias o lobo é terno e vigilante como um cão é terno e vigilante para com as crianças da sua gente.

Lobo ibérico


História:

A guerra que o homem move ao lobo é devida ao facto de o grande canídeo ser o grande competidor do homem. Eram dois caçadores sociais, comunitários e organizados hierarquicamente em grupos que podiam atingir cerca da meia centena de indivíduos organizados que executavam um trabalho combinado na caça a pequenas ou grandes presas.

Mas o lobo tornou-se proscrito quando o homem se tornou agricultor e pastor. Antes do neolítico, os bosques, as pradarias, os animais …não tinham dono e os animais pertenciam a quem os apanhasse. Com o advento do neolítico apareceu o sentimento da propriedade e da posse dos animais que era alcançada pela domesticação. Assim, o tolerante nómada tornou-se no intolerante vizinho, defensor das suas propriedades e dos seus animais e assim foi pelos milénios fora que o homem ganhou um ódio de morte a este animal que deveria ser seu companheiro de caminhada.

Para termos uma ideia da perseguição movida ao lobo, em 20 anos de meados do séc. XX, só no Kazaquistão, na ex. URSS, foram mortos 208 mil lobos! 208 Mil!!! Os lobos foram perseguidos com veneno, armadilhas, matilhas de cães, armas de fogo, helicópteros, aviões e até as famosas águias-reais adestradas pelos Quirguizes para a caça. Foram exterminados nas Ilhas Britânicas e em grande parte da Europa. Na América do Norte foram perseguidos até à extinção em muitas regiões (45 estados americanos) permanecendo noutras, especialmente no Canadá. Devido às chacinas provocadas pelo homem sobre a espécie lobo, ele em muitas regiões está a ser levado à extinção e noutras já foi extinto, levando assim os países a adoptar leis de protecção a estes animais. Calculavam os especialistas que em meados do séc. XX haviam em toda a Península Ibérica cerca de 1000 lobos com tendência para acabarem. A primeira nação a proteger a espécie lobo foi a Suécia quando já não chegavam a 30 naquele país.

Reprodução:

Geralmente acasalam para toda a vida e, usualmente, apenas o par alfa se reproduz.

Atingem a maturidade sexual por volta dos 2-3 anos de idade. Apenas se reproduzem uma vez por ano – fim do Inverno ou início da Primavera (Janeiro a Março) – altura em que ocorre o acasalamento. Os nascimentos dão-se, em geral, durante o mês de Maio ou Junho. As ninhadas têm geralmente 3 a 8 lobitos nascendo com os olhos fechados e necessitando de cuidados parentais. Em finais de Outubro saem dos locais de criação e iniciam a sua aprendizagem de caça.

Factores de ameaça:

As causas do declínio do lobo são a sua perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e pela destruição do habitat e pelo aumento do número de cães vadios/assilvestrados.

A redução progressiva do número de ungulados silvestres (corço e veado) levou a que este predador tivesse que recorrer aos animais domésticos como recurso alimentar. Deste modo, a perseguição directa por parte dos pastores que sofrem prejuízos avultados nos seus rebanhos, sofreu um incremento, apesar da lei que o proíbe. Nas últimas décadas assistiu-se à destruição do habitat preferencial do lobo, com a construção de grandes infra-estruturas viárias levou à fragmentação e redução da área de distribuição do lobo em Portugal. Actualmente, também a existência de um elevado número cães vadios/assilvestrados afecta a sobrevivência do lobo uma vez que competem com o lobo na procura de alimento, sendo provavelmente responsáveis por muitos dos ataques a animais domésticos incorrectamente atribuídos ao lobo.

Legenda: Distribuição do Lobo Ibérico

Mapa: José Luis Álvarez in Super Interessante

Porque qualquer ser vivo que exista no planeta Terra tem o direito à vida e a preservação da sua espécie, lembre-se….

Proteja o Lobo Ibérico

…e tal como ele, todas as espécies de seres vivos deste planeta antes que estes se extingam totalmente!!!

Sites de pesquisa: http://www.google.pt/ “Lobo Ibérico”

Trabalho elaborado por: Elisabete Gonçalves do Vale nº10 10ºB

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Águia-imperial em Portugal

Características:

Nutrição: alimenta-se de coelhos, aves de médio porte e alguns mamíferos pequenos.

Porte: Rapina de grande porte

Dimensões: 80cm de altura e 2.00m de envergadura.

Época reprodutiva: ocorre entre a última semana de Fevereiro e a terceira semana de Março, podendo ter 1 a 4 ovos.

Habitat: só existe na Península Ibérica.

Causas que conduziram a sua destruição:

Destruição do seu habitat;

Substituição dos bosques por pinheiros e eucaliptos;

Abate ilegal;

Envenenamento;

Perturbação;

Pilhagem de ninhos;

Instalação de parques eólicos;

O Aumenta da utilização de agro-químicos;

O declínio das populações de coelhos.

Medidas desenvolvidas ou em desenvolvimento para as sua preservação:

Manter os casais existentes numa determinada área que se possam reproduzir;

Promover a recolonização de áreas de distribuição histórica;

Conservar as áreas de habitat potencial;


Trabalho elaborado por: Sílvia Dias Valente Nº23 10ºA

Sites consultados: http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/AVES/Aquila%20adalberti.pdf.

http://seguimentodeaves.domdigital.pt/aguias/projecto/mortalidade.htm

http://profviseu.com/profes/02/23b/Grupo8/animaisextintos.htm

Cegonha Negra


Trata-se de uma ave, encontra-se essencialmente em Portugal.

Características da espécie:
  • Plumagem branca no ventre e negra no dorso, cauda, cabeça e pescoço;
  • Bico e patas de cor vermelha viva;
Nutrição:
  • Insectos de grandes dimensões;
  • Crustáceos;
  • Anfíbios;
  • Pequenos peixes;
Distribuição Geográfica: Regiões interiores, perto dos troços internacionais dos rios Douro, Tejo e Guadiana.

Causas da extinção: A distruição dos bosques, pântanos, ribeiros e lagos, bem como a poluição por pestícidas, coloca esta espécie em risco de extinção na Europa Ocidental, particularmente em Portugal.

Medidas de Prevenção:
  • Essencialmente preservar e conservar os habitats;
Trabalho realizado por : Rui Ramos nº22 10ºA

terça-feira, 27 de março de 2007

Lince ibérico em Espanha


Características

Nutrição – alimenta-se de coelhos, patos, perdizes, roedores e corços

Porte – Felino de médio porte.

Época reprodutiva – eles acasalam-se entre Janeiro e Março e após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1 e 4 crias.

Tamanho – 80-110cm.

Habitat – floresta e matagal mediterrânicas

Causas que conduziram à sua diminuição:

Desaparecimento progressivo das populações de coelhos;

Introdução da mixomatose;

Caça ilegal.

Medidas desenvolvidas ou a desenvolver para sua prevenção:

Prevenção de incêndios;

Proibição da destruição dos habitats;

Fiscalizar a caça;

Estudos de biólogos.

Trabalho realizado por: Sílvia Dias Valente Nº23 10ºA

terça-feira, 20 de março de 2007

Características do Gato – Bravo

Porte – Carnívoro de médio porte

Nutrição – Alimenta-se de roedores, coelhos, aves, insectos e mamíferos,

Tamanho – 100/105cm

Habitat – floresta de coníferas, floresta caducifólia, floresta mediterrIanica e Estepe.

Época em que se reproduzem – Os acasalamentos ocorrem no final do Inverno e na Primavera e os nascimentos entre Abril e Setembro, com um pico em Maio.

Algumas causas que conduziram à diminuição do gato – bravo foram:
- Destruição do habitat;
- Desenvolvimento de culturas intensivas;
- Construção de redes viárias;
- Destruição de áreas verdes para a construção de casas.

Medidas para desenvolver para a sua prevenção são:
- Reservar alguns em locais, pequenos para que eles se reproduzirem;
- Proibição de destruição de zonas verdes;
- Juntar em vários habitats alguns gatos – bravos para eles se reproduzirem.


Trabalho elaborado por:
Sílvia Dias Valente Nº23 10ºA
Juliana Dias Oliveira Nº14 10ºA

quinta-feira, 15 de março de 2007

Animais em vias de extinção (Panda Gigante)

O panda gigante é um dos animais selvagens mais admirados e adorados em todo o mundo, sendo por esse motivo escolhido como símbolo do WWF, que se dedica à protecção de espécies ameaçadas. De facto, o panda gigante está verdadeiramente ameaçado, embora a sua situação já tivesse sido bastante mais dramática.

Os pandas gigantes vivem em alguns dos territórios mais altos e inóspitos das montanhas chinesas, junto ao território tibetano, o que, por um lado, tem dificultado a feitura de um levantamento efectivo de quantos animais sobrevivem em liberdade, mas por outro, tem a vantagem de ir protegendo alguns destes animais dos caçadores furtivos.

Os pandas foram capturados até há alguns anos atrás, uns para serem usados em circos e espectáculos, outros apenas para serem mostrados como troféus de caça, e outros ainda para alimentação humana. Esta sangria, conjuntamente com a dificuldade de sobrevivência da maior parte das crias, levou a que este animal quase fosse extinto. Por outro lado, a necessidade das comunidades locais em aproveitar terrenos férteis para agricultura fez desaparecer algumas florestas de bambu, de que estes animais se alimentam quase exclusivamente, e que têm um crescimento muito lento, diminuindo assim consideravelmente o território disponível para a alimentação da espécie.


Como o bambu é um alimento nutricionalmente muito pobre, os pandas têm de passar grande parte da sua vida a comer, não podendo, por esse motivo, gastar muitas energias. O seu corpo, adaptado a este regime, funciona de forma muito lenta e compassada, pelo que o panda é um animal muito fácil de caçar, tanto mais que, ao contrário de outros ursos, não é violento nem agressivo.





Sabemos hoje que existem ainda algumas comunidades de pandas a viver em liberdade e as autoridades chinesas tudo têm feito para proteger e monitorizar estes animais. Por outro lado, alguns académicos chineses criaram há alguns anos parques protegidos e um programa de apoio às crias recém nascidas, por forma a diminuir a elevada mortalidade que é natural verificar-se nas crias destes animais. Se no princípio os resultados eram desanimadores, e poucos animais sobreviviam, a experiência acumulada e a dedicação exclusiva de alguns biólogos e veterinários a este projecto, fez com que, nos dias de hoje, quase todas as crias sobrevivam. O número de animais recenseados tem vindo a aumentar aos poucos, abrindo uma janela de esperança para o futuro.





Moisés Cunha Nº18 10ºB



quarta-feira, 14 de março de 2007

O que é que o Homem está a fazer à biodiversidade?

As actividades humanas são responsáveis pela diminuição da biodiversidade.
Todos podemos contribuir para inverter esta situação.
Vê o vídeo "Action Now for Life on Earth" e pensa sobre tudo o que podes fazer...

Lince Ibérico

O lince-ibérico, é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados. Tem um porte muito maior do que um gato doméstico e o seu habitat limita-se à Península Ibérica. Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal.

Distribuição

O lince-ibérico somente existe em Portugal e Espanha. A população está limitada a pequenos agregados dispersos, resultado da fragmentação do seu habitat natural devido a factores antropogénicos. Apenas 2 ou 3 agregados populacionais poderão ser considerados realizáveis a longo termo. A sua alimentação é constituída por coelhos, mas quando estes faltam ele come veados, ratos, patos, perdizes, lagartos, etc.
Habitat e ecologia
Este felino Habita no matagal mediterrânico. Prefere um mosaico de mato denso para refúgio e pastagens abertas para a caça. Não é frequentador assíduo de plantações de espécies arbóreas exóticas. Como predador de topo que é, o lince ibérico tem um papel fundamental no controlo das populações de coelhos (sua presa favorita) e de outros pequenos mamíferos de que se alimenta.

Comportamento

É um animal essencialmente nocturno e trepador magnífico. Por dia, poderá deslocar-se cerca de 7 km. Os acasalamentos ocorrem entre Janeiro e Março e após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1 e 4 crias. O mais comum é nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados unicamente maternais durante cerca de 1 ano, altura em que se tornam independentes e abandonam o grupo familiar. Regra geral, quando nascem 3 ou 4 crias, estas entram em combates por comida ou sem qualquer motivo e acabam por sobrar apenas 2 ou até 1, daí um dos seus pequenos aumentos populacionais.

Ameaças

A principal ameaça resulta do desaparecimento progressivo das populações de coelhos (sua principal presa) devido à introdução da mixomatose. A pneumonia hemorrágica viral, que posteriormente afectou as populações de coelhos, veio piorar ainda mais a situação do felino.

Outras ameaças:
Utilização de armadilhas para coelhos
Atropelamentos
Caça ilegal

Medidas para recuperar as populações de lince:
Protecção do habitat;
Recuperação dos habitats;
Passagens para a fauna;
Ordenamento florestal;
Prevenção de incêndios;
Manutenção da agricultura tradicional;
Fomento de presas naturais;
Fiscalização da caça
Fiscalização do comércio;
Legislação/Regulamentação
Estudos de Biologia e Ecologia
Campanhas de Educação Ambiental


Micael Pereira nº20 10ºa
Simão Antunes nº24 10ºa